
Olhando para essa figura sinto-me, ou melhor, me transfiro para a leveza e a simplicidade da borboleta.
Leve, porque não brigam nem mesmo com uma brisa, simplesmente se deixam levar absorvendo e aproveitando as paisagens e caminhos percorridos.
Sem lutar contra a força do vento ou até mesmo contra a suavidade da brisa, seguem a sua vida nos brindando com suas cores e beleza.
Por sua simplicidade e fragilidade, se brigassem com a força do vento certamente seriam destruídas, no entanto seguem intactas, vivas até onde deveriam estar.
Talvez essa leveza venha de todo o tempo envolvidas em seu casulo, tempo este em que se prepararam para ver a luz, sentir o vento...
Sentir o vento, acho que é isso!
Esse é o segredo das borboletas elas SENTEM o vento e não brigam com ele. Deliciam-se com a correnteza e não tentam ir contra a sua força.
Deveríamos ser como as borboletas, viver nosso período de casulo e depois abrir nossas asas e voar, voar, voar sempre com o auxílio e o sabor do vento.
Enfim, melhor é SENTIR o vento.