sábado, 14 de maio de 2022

Paciência e resiliência

 

Pensando nos planos que fazemos e que podem ser inexoravelmente mudados contra a nossa vontade, voltei-me a pensar nos últimos meses e no quanto os nossos desejos podem estar longe do nosso controle.

Essa falta de controle de tudo pode nos ser apresentada por fatos inesperados e por situações que ultrapassam os limites da compreensão, mas que escancaram a nossa fragilidade sob vários aspectos.

Nos últimos 2 meses venho experimentando várias emoções e sensações que de outra forma não seriam possíveis. Um joelho adoecido por um movimento simples me colocou em uma situação de extrema fragilidade e me fez perceber o quanto dependemos das pessoas à nossa volta e o quanto o nosso desejo de sermos independentes deve ser repensado dia após dia.

A necessidade de que estivessem perto de mim a todo momento, principalmente no primeiro mês após o movimento que me colocou imobilizada, me mostrou e me fez refletir em uma série de situações em que nos pegamos falando para pessoas nessa situação: "reaja", "vc é forte", "levante", "faça o que vc pode", e tantas outras frases que tem o objetivo de ajudar, mas são uma forma de pressionar e fazer com que o indivíduo fragilizado encontre sua força para melhorar e pare de nos dar tanto trabalho, mas que colocam a pessoa dependente em uma situação pior ainda, pois escancara a sua impossibilidade de melhorar naquele momento e transparece, muitas vezes, a falta de empatia do cuidador. 

A sensação de incapacidade e de dependência nos coloca também como pedras nos sapatos das pessoas que mais amamos, pois inevitavelmente prendemos a elas uma corrente que as obriga a estar conosco durante essa fase difícil. As afastamos do que gostam de fazer, do trabalho e as sobrecarregamos com trabalhos e atividades que antes eram nossas. E não há o que fazer, a dor e a incapacidade do momento nos coloca nesse lugar, somos agora dependentes da ajuda, da boa vontade e da paciência daqueles que estão ao nosso lado.

Acho que o termo paciente deveria ser também destinado a quem ajuda e cuida, pois é necessário a paciência a quem doa e a quem recebe cuidados. Há momentos de extrema tensão, de irritação e de cansaço que devem ser entendidos pelas duas partes.

Todo esse tempo afastada do trabalho, das atividades domesticas e de lazer me fizeram entender a importância de valorizar cada movimento que fazemos no dia-a-dia, o simples ato de poder levantar e ir sozinho ao banheiro, poder tomar banho sem dores e sem plateia, almoçar normalmente com todos juntos à mesa, poder dormir sem tantos travesseiros (é horrível) e tantas outras pequenas coisas que só nos damos conta quando não podemos fazer. Valorize!

A necessidade de cuidados também reflete a nossa expectativa quanto à atenção das pessoas e quais delas fariam para vc o que vc fez quando necessitaram. Nesse aspecto é preciso ser forte, esperar que na sua necessidade outros movam o mundo como vc moveria, é no mínimo criar expectativas que certamente serão frustradas. Não por culpa dessas pessoas, afinal vc as ajudou por que quis e porque o coração pediu e a espera da reciprocidade veio de vc, portanto a expectativa de ajuda foi criada por vc. Nem todos farão aquilo que esperávamos que fizessem, nem todos deixarão os seus afazeres para ligar para vc e perguntar se vc está bem ou, se hoje, a dor está menos intensa. Aprendi nesses dois meses, à duras penas, que esperar dos outros a reciprocidade por movimentos de socorro, em gratidão por sua ajuda do passado é inútil e decepcionante. Dói, machuca muito, mas é a realidade, poucos se movimentarão ou sairão de sua rota para ajudar vc. 

Poderia dizer, "e está tudo bem", (isso virou moda atualmente) mas não, não está tudo bem não. A ajuda pode ser sutil, um telefonema, uma oração, um boa noite, uma palavra de amor e carinho muitas vezes ajudam muito mais do que estar 24 horas próximo e não esboçar qualquer ação de empatia.

Sendo assim, não poder estar próximo não deve ser desculpa para não ajudar, não acarinhar e não dar o apoio emocional necessário. Por isso, nunca diga que está tudo bem qdo pessoas muito próximas sumirem e não derem a vc o apoio necessário, principalmente quando vc foi em outras situações o sustentáculo e a base que manteve essa pessoa em pé. A recusa para não ir a sua ajuda não é falta de tempo, é ingratidão. 

O joelho me mostrou o quanto somos suscetíveis , frágeis e quanto o tempo age e se movimenta independente de nossa vontade. Quero andar, mas no tempo da cura. Quero voltar às atividades, mas no tempo da melhora. Quero voltar para o trabalho, mas será no tempo definido para poder me sustentar em pé. No final da somatória dos eventos o que reflito é sou submissa aos eventos e na impossibilidade de tomar uma pílula mágica que irá me tirar desse momento de reclusão. Não há pílula, tem que haver vontade, paciência e resiliência.

Poucos ouvem suas reclamações ou o que vc fala durante esse momento de fragilidade, se o movimento do joelho dói e relatamos a dor o que ouvimos: "é assim mesmo", "humm", "tem que doer para melhorar", mas os ouvintes se esquecem que quem sente a dor é quem relata e o ouvido ativo a essa reclamação ou relato faz parte de um tratamento humanizado e empático e, sinceramente, pouco vi durante todos esses dias de tratamento.

Poxa, quantos aprendizados...

Enfim, vamos caminhando (figura de linguagem), ou melhor, vamos no andador, melhorando a cada dia e resignificando várias coisas que se não estivermos na posição correta sequer perceberia. Logo estarei de volta, mais forte (eu acho), mais atenta (espero) mas, muito mais, grata por tudo o que se passa no meu dia e na importância de estarmos prontos e atentos para tudo o que possa vir no futuro.

domingo, 15 de outubro de 2017

EMOÇÕES: Origem do Dia do Professor

EMOÇÕES: Origem do Dia do Professor

Origem do Dia do Professor



O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil. No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.

Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Fonte:
Revista Pazes

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Abominável mundo novo!



Nos últimos dias temos visto uma sucessão de comentários sobre a doença e a morte da ex primeira dama do país e com extrema surpresa notamos a intensidade quase impulsiva de ódio e intolerância nessas vozes.
Esse não foi um fato isolado, vimos comentários mórbidos nas mortes de outros políticos como naquela do filho do governador de São Paulo e na doença de alguns acusados na Lava-Jato, além de comentários bizarros de racismo e intolerância contra pessoas públicas.
A minha reflexão a respeito desse assunto ultrapassa o limite da crise política e financeira pela qual passamos, ela envolve o entendimento dos profundos e preocupantes sinais de que estamos fazendo algo de muito errado nesse pais.
Todos os comentários que vemos nas redes sociais e nas bocas das pessoas, inclusive de profissionais que deveriam primar pela ética e privacidade de seus pacientes, vem de pessoas em sua grande maioria na faixa etária de  18-30 anos.
Por que digo isso? Imaginando que todos nós somos moldados de acordo com a educação e cultura com as quais convivemos, devo considerar que não temos oferecido um ambiente saudável para nossas crianças e jovens nos últimos anos.
É fácil refletir sobre isso. Nas ultimas décadas deixamos de lado muitas atitudes que foram consideradas retrógradas, antigas e ultrapassadas para agir de forma “livre” e “sem rédeas”. Disseram para nós que devemos falar tudo o que passa em nossas cabeças, tudo o que sentimos e quem ouvir que se “lasque”  afinal eu digo o que penso, sou sincero. Só tem um porém; digo o que penso, mas não me responsabilizo pelo dito e isso passa por outras situações também: transo sem preservativo, mas não me responsabilizo pela gravidez, não vou a aula e não me responsabilizo pela minha reprovação, bebo e não me responsabilizo pelo acidente que provoquei, o político rouba o país e não se dá conta do número de pessoas foram prejudicadas e até mesmo quantas morreram física e moralmente por falta de investimento público.
São imensos os exemplo que irresponsabilidades avalizadas pela educação das ultimas décadas. Vimos crianças desrespeitarem os  seus pais, seus professores, idosos, pessoas nas ruas e o que fizemos? Fomos desorientados a “entender”, a “compreender” e a “permitir” tudo isso, mas devemos lembrar que quem impôs essa metodologia educativa foi educado da forma tradicional, com castigos, com grandes broncas, com alguns sopapos merecidos. Essa geração criada nos moldes do “tudo pode” foi cobaia da psicopedagogia  exagerada e mal orientada da permissividade.
Aluno não quer ir a aula, tudo bem! Ele deve aprender no seu ritmo.
Filho não quer arrumar o quarto, não quer ajudar nas obrigações de casa, tudo bem! Ele sempre deve ter uma vida melhor do a que os pais tiveram, mesmo que isso crie indivíduos extremamente folgados.
Filhos e alunos respondem, xingam, agridem e ultimamente matam pais e professores, mas tudo bem! Ele tem que colocar para fora tudo o que o perturba mesmo que isso agrida, ofenda, maltrate e humilhe outra pessoa.
Tudo o que lemos nas redes sociais é reflexo desse triste quadro, ao optarmos por um estilo de educação que privilegia o indivíduo e não o grupo, a falta de educação e a falta de filtro como cura para qualquer incomodo, a ignorância de colocar para fora qualquer pensamento sem sequer levar em conta o sentimento dos outros, nós criamos verdadeiros monstros.
Os monstros agora se voltam contra os seus criadores, pais que não educaram, professores que não ensinaram, políticos corruptos que roubaram e não aplicaram recursos para fortalecer a base de uma cultura sólida de educação, cidadania e respeito ao  outro e ao bem público.
E agora?? Agora é cuidar da nova geração, reagir contra atitudes abomináveis e tentar com isso controlar o monstro que criamos, mas e se não der certo?
Se não der certo, queridos, é salve-se quem puder!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Desculpe, eu espero sempre o melhor!!


Pensando outro dia na seguinte situação, não esperar demais dos outros para não me decepcionar.

Hummmm...não sei se isso é certo, pois de tudo aquilo o que exigimos pouco iremos receber pouco também, não é mesmo?

Essa auto proteção só faz com que as pessoas parem de se preocupar com o outro. 

Fica mais ou menos assim: não crie expectativas em mim para não se decepcionar. 

Estranho como as pessoas se auto justificam antes de qquer coisa acontecer,parece que já sabem que vão pisar na bola. 
Justificam os seus atos antes mesmo de magoar as pessoas, não seria mais correto tentar ao máximo ser e fazer o possível para não magoar e entristecer ninguém?

O fato de não criar expectativas protege sim a sua emoção e seus sentimentos, mas ao mesmo tempo cria pessoas que sabendo que vc não espera nada delas se sentem confortáveis e não dão nada, não fazem qquer tipo de esforço para agradar ou serem sensíveis e corretas. 

Se auto justificam com a teoria de que se vc se decepcionou problema seu, eu avisei para não criar expectativas.
 
Não...já pensei assim, agora meu nível de exigência aumentou.
Crio sim, a expectativa de que a pessoa que se diz amiga será amiga em qquer momento.
Crio a expectativa de que uma promessa feita será cumprida e se não for possível pelo menos terá uma justificativa.
Crio a expectativa de que as pessoas com as quais me relaciono serão no mínimo aquilo que mostram ser.
Crio expectativa sim e não vou mais justificar a atitude mentirosa, falsa, arrogante, agressiva, ou qquer outra colocando a culpa em mim por ter esperado demais das pessoas. Aaaah isso não!

Eu espero sempre o melhor, levo em consideração o fato de que todos foram criados a imagem de Deus e são honestos, sinceros, verdadeiros, amorosos, humanos, transparentes, leais...se o outro não me dá o seu melhor a culpa não será minha... Eu espero SEMPRE o melhor!! 
Emoticon heart

sábado, 24 de outubro de 2015

50 primaveras


E aí quando você menos percebe, o tempo passou!
Fazer meio século é um tanto quanto estranho, ao olharmos para frente percebemos que temos pouco tempo e essa percepção vem do fato de já termos vivido 50 e que esses anos passaram em um piscar de olhos e por outro lado, ao olharmos para trás, vem uma imensa satisfação por tudo o que fizemos. Quantas lembranças, conquistas, surpresas boas e não tão boas assim.
Quantas pessoas frequentaram o nosso olhar  e moraram em nosso coração, quantas já não estão mais no nosso foco, mas ainda tem lugar cativo dentro da nossa alma e quantas simplesmente passaram.
Fazer 50 anos é reconhecer que quem manda aqui é o tempo. 
O inexorável e irrevogável Senhor do Tempo. Os cabelos brancos chegam, os livros ficam aos pouco desfocados e os óculos chegam, a vontade de fazer, correr e ultrapassar os limites é forte, mas não tanto quanto as dores depois de tudo isso!kk
Fazer 50 anos é ter consciência de que aprender é abrir uma janela para o mundo, que esquecer é fechar um portão grande e pesado, que rezar é necessário e que fazer aniversário é acender uma vela para um novo ano.
Fazer 50 anos dá uma pressa imensa de viver, pois percebemos que temos menos tempo do que tínhamos até ontem.
O tempo apaga algumas lembranças da nossa infância, mas nunca apaga a imagem daqueles que nos encorajaram, que nos levaram a ser o que somos hoje. Nossos pais, amigos, professores, amores,  filhos...ahh quanta gratidão por eles!
Às vezes durante o percurso da vida, tropeçamos, nos  magoamos e magoamos pessoas, mas não podemos deixar que nada disso nos transforme em uma pessoa amarga e sem sorrisos. 
Olhar para trás só serve pra contabilizar os resultados e seguir em frente.
Fazer 50 anos é uma dádiva, é um troféu para quem conseguiu passar a faixa da primeira grande etapa. 
Fazer 50 anos é colecionar primaveras para o inverno que aos poucos está chegando e não mais se preocupar com a pergunta: o que vc vai ser quando crescer?
Enfim, ao ultrapassar o Cabo da Boa Esperança (eu levo essa frase na minha mente) tenho muita esperança que os anos que estão por vir sejam imensamente felizes, pois a gente  descobre com o tempo que aqueles a quem amamos, mesmo fora do foco do nosso olhar, nunca deixam o nosso coração!! 
Que venham os próximos anos!! uhuhhhh :D




sábado, 18 de julho de 2015

Voe

Era uma vez um rei que recebeu dois falcões magníficos como  presente. Eles eram falcões peregrinos, os pássaros mais lindos que ele já tinha visto. 
Ele entregou suas aves preciosas ao seu falcoeiro principal para serem treinadas.
Meses se passaram, e um dia o falcoeiro principal informou ao rei que, embora um dos falcões estivesse voando majestosamente, voando alto no céu, o outro pássaro nem sequer havia saído do seu galho desde o dia em que ele tinha chegado.
O rei convocou os curandeiros e feiticeiros de toda a região para cuidar do falcão, mas ninguém conseguia fazer o pássaro voar.
Após tentar fazer tudo, o rei pensou para si mesmo:
"Talvez eu precise de alguém mais familiarizado com a vida no campo para compreender a natureza do problema." 
Então ele gritou para a sua corte, "Encontre um fazendeiro."
Pela manhã, o rei estava emocionado ao ver o falcão voando bem alto no céu acima dos jardins do palácio. Ele disse à sua corte, "Traga-me a pessoa que fez esse milagre." 
A corte rapidamente localizou o fazendeiro, que veio e pôs-se
diante do rei. 
O rei lhe perguntou: "Como você fez o falcão voar?"
Com a cabeça baixa, o fazendeiro disse ao rei: "Foi muito fácil , sua alteza. Eu simplesmente cortei o galho onde o pássaro estava sentado."
Somos todos feitos para voar – para realizar o nosso incrível potencial como seres humanos. Mas às vezes, nós ficamos sentados em nossos galhos com medo, nos apegando as coisas que nos são familiares.
Na verdade, o medo bloqueia o processo de manifestação.
Ele é uma visualização emocionalmente carregada e um sinal de não acreditar em seu eu superior. Às vezes, seus medos se disfarçam como razões lógicas que o seu subconsciente inventa.
Corte o seu "galho" e voe! 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Confie!


A gente lê muito por aqui coisas do tipo, confie, tenha fé, vai dar certo, tudo passa, e quem lê ou ouve uma coisa dessas e esta vivendo um momento de crise sempre fica com aquela cara de: "vc fala isso porque não é com vc". 

Muitas vezes deixamos de perceber que, quem fala isso pode ter vivido até mesmo coisas mais difíceis que nós. 
O ato de confiar é um treino e exige uma certa dose de inocência e pureza de coração de nossa parte. 
Pensei nisso hoje de manhã e me veio à mente a imagem nítida de uma criança se jogando nos braços dos pai, qual é a certeza de que será pega com segurança? 
Ela não pensa nisso, simplesmente confia e pula, alegre, e certa de que logo aqueles braços fortes irão segurar e lhe dar o devido amparo. 
Depois, veio uma passagem bíblica, uns acreditam outros não, mas esta lá e podemos refletir sobre ela...lembram da abertura do mar vermelho? 
Pois é, tratem como quiserem (filme de Hollywood, metáfora, verdade, mentira...sei lá) mas no desespero geral daquele povo sofrido, Moisés apela..."O que faço Sr?" ...lembram o que Deus disse?
"Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. " (Exodo 14).
Pensem nessa situação, os egípcios guiados pelo Faraó enfurecido, o povo cansado, com fome e revoltado com Moises por tê-los tirado do Egito e agora estarem à própria sorte...tiveram opção?
Ou confiavam e davam o passo, ou morreriam (lutando ou como escravos). Optaram por confiar. Então, acho que com o tempo perdemos essa ingenuidade e a inocência da criança que confia de olhos fechados e pula alegre, perdemos a fé de que aquilo que queremos estará lá...mas depende do nosso primeiro passo. 
Confiar é isso, sonhar, pedir, trabalhar e mais do que tudo, dar o primeiro passo e o pulo alegre, inocente e confiante. 
Aaaaaaaaaaah, mas e se cair?? 
Aaaaii que raiva que me dá dessas perguntas cabulosas....kkkk. Se cair? Uai...confiee que tem sempre uma mão pra te levantar, que sempre tem um anjo pra te socorrer, que sempre tem uma mãe sorrindo pra curar seu joelho ralado, mas pelo amor de Deus...confie...em vc, na vida, no seu caminho, e alegre atravesse o mar!! Emoticon heart

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Escolhas

Vivemos um momento estranho onde pessoas se dizem livres e estão dia após dia mais presas.
Presas no consumo, presas nas drogas, presas nos modismos, nas carências e na solidão.
Acredito que nunca vivemos tão sozinhos e carentes. 
Basta ver os sites de relacionamento abarrotados de pessoas buscando um parceiro, um acompanhante ou somente um amigo.
Mais triste é ver os valores que hoje estão em alta.
Poucos colocam em seu perfil de busca ou  perguntam para a pessoa que estão interessadas se ela é educada, sociável, amiga, se já roubou o vizinho, maltrata os animais e crianças, se já traiu, se tem cuidado e zelo por sua saúde física, mental e financeira. 
O que querem são "atributos" passageiros e as perguntas rolam nesse sentido: qual o seu peso e altura? quanto mede sua cintura? mora sozinha? trabalha? e por aí seguem as perguntas para definir quem irá cuidar do seu coração.
Estranho não é?
Os "atributos" físicos e financeiros tão frágeis e que podem se alterar com o vento estão acima das virtudes imutáveis do ser. 
E dia a pós dia as pessoas ficam mais sozinhas por que não encontraram aquela pessoa que os respeitou e amou demoradamente e profundamente.
Só não se perguntam o por que dessa solidão.
Procurar amor onde há desejo, não supre a necessidade de afeto. procurar carinho onde só existe interesse não supre a necessidade de aconchego. Seria necessário rever nossas buscas, nossos alvos, buscar o que nunca será modificado, buscar o permanente e seduzi-lo com sinceridade e amor, enxerga-lo com olhos amorosos e nus de preconceitos e estereótipos ditados por essa sociedade doente.
È careca, mas é boa pessoa, amável, honesto, sincero, ama acima de tudo. OK e ele.
É barrigudinho mas é o próprio Richard Gere em Dança comigo?? Menina...não o deixe escapar.
É gordinha, mas tem uma delicadeza sem fim que coloca qualquer Gisele  no chinelo, amigo cm podem ser tirados mas personalidade má, arrogante, fútil e vazia não.
Mudar valores para encontrar o essencial, faça essa escolha e seja muito, mas muito feliz!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sobre o amor e o amar


Interessante os tempos em que vivemos, as pessoas carentes, buscando amor, carinho e atenção, mas duvidam do sentimento quando lhes é dado e expresso inesperadamente.
Parece que duvidam que exista o amor sem cobranças.
Eu creio no amor sem limites, no amor que transcende e se transforma. 
Creio que posso amar incondicionalmente alguem, mesmo quando esse alguem duvida do meu sentimento, mesmo porque o sentimento é meu e quando damos algo a alguem o que essa pessoa pode fazer é aceitar ou não, crer ou não. É opção dela. ,
Infelizmente, parece que fomos criados para crer em tudo menos no "eu amo vc", cremos quando nos julgam, cremos quando nos xingam e nos humilham, cremos quando alguem fala mal de nós ou dizem que nos odeiam, mas não cremos e fugimos quando alguem diz que nos ama.
Que reação é essa?
Querer ser amado e qdo o é aparece a duvida e o medo.
Fico feliz quando amo, pois sei que a centelha divina esta em mim, inalterada, indestrutível, esta aqui  no meu ser e apesar de tudo, de todos, de todas as contrariedades e decepções da vida eu ainda posso amar e dizer que amo.
Triste seria desistir, me entregar ao limbo do ressentimento, do medo... mais triste do que não ser correspondido é não se sentir capaz de amar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Que a vida em mim flua e se alimente dessa alegria que sinto.
Que o ar que respiro traga além de oxigênio forças para renovar minha essência.
Que a luz que me ilumina seja forte o suficiente para iluminar quem se aproximar de mim
Porque vc chegou e despertou a vida que estava adormecida em mim.
Vc chegou e sem avisar abriu espaços no meu coração atravancado.
Abriu meus olhos e me viu através do meu sorriso.
Não existe acaso, não existe coincidência.
São planos divinamente traçados, muitas vezes adiados, mas que devem ser concluídos.
Meu amor, qdo sua mão tocou a minha senti que mais do que um momento nos aguardava
Senti que apesar de todas as dúvidas, colocadas por vc, nos encontramos no momento certo, esse é o nosso momento.
Anjos com uma asa quebrada, tanto eu como vc...
Nós dois, voando baixo por termos vivido momentos de aprendizado um tanto doloridos e sem poder ver o horizonte magnífico que se pode contemplar quando se voa muito alto.
Deus na sua infinita bondade nos deu a chance desse encontro e de uma forma divina a minha asa sã e a sua formam um lindo par que nos permite vislumbrar as alturas e planejar novos vôos.
Já vejo o céu azul, já vejo o horizonte infinito, minhas vistas já se perdem nele.
Obrigado meu amor, por ser tão companheiro, por me ver além, por me emprestar sua asa.
A minha sempre será sua.
Um dia o nosso par de asas se fortalecerá e nos permitirá fazer vôos solo, mas quero poder sempre te acompanhar se não for voando ao seu lado, será sempre no seu coração e te acompanhando com meus olhos atentos que te amam e zelam por vc.
Voe amor, voa comigo e aproveite da paisagem, aproveita e sente o meu abraço e o meu beijo.
Me dá a sua mão e nunca mais se perca de mim.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Acredite

Estranho como as coisas acontecem quando não esperamos.
Tanta procura, olhando para os lados, para cada palavra e cada rosto e, sem mais esperar, quando decidimos parar de buscar e nos entregarmos às correntezas o Universo nos mostra que tudo estava ali à nossa frente.
Adoro a simplicidade do encontro não programado, da conversa inesperada.
Um dia  arrisca-se um "bom dia",  nada de resposta, mas depois eis que surge, não uma resposta ao bom dia dado mas um "boa tarde"...
E segue a maravilha do conhecer...palavra após palavra as peças se encaixam, claro que nada é fácil, existem peças meio distorcidas afinal nossas vidas não são representadas por um quebra cabeças novo e sim por um meio gasto pelo tempo. 
Algumas peças amassadas, com suas bordas um tanto gastas e é preciso ter paciência para encaixa-las, outras foram forçadamente colocadas em outro quebra-cabeças e agora devem ser aparadas para completarem um novo.
E a cada dia uma pecinha se encaixa e como em um passe de mágica tudo se completa...a figura se forma...e a felicidade retorna aos poucos ao nosso coração.
É inexplicavel a magia do encontro inesperado e do sentimento construído a partir da admiração, da alegria de estar junto, do sorriso franco e sem jeito qdo ouve algo que há tempos não ouvia.
Palavras que não se ouvia, cuidado e carinhos no rosto e nos cabelos que não se sentia  há tempos. Todos merecemos isso, alguem que nos cuide, esteja do nosso lado, que tenha a delicadeza de precupar-se com seu bem estar.
A felicidade neste caso é um misto de "não acredito" com "era tudo isso que eu queria encontrar".
A esse presente dos céus só se deve agradecer, viver e nunca duvidar.
Comer juntos, caminhar de mãos dadas, até o silencio do seu lado é magnifico.
Para que perder tempo com por quês sem resposta??

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Como podemos racionalizar o que sentimos?
Podemos listar nossas necessidades e os  nossos desejos, mas podemos racionalmente buscá-lo em alguém?
Uso outra palavra: devemos?
O que é o amor senão a construção de um caminho com emoções muitas vezes vindas de  forma inesperada e de pessoas tão distantes daquela que idealizamos para nós!
Amar é a somatória disso, olhar, aproximar-se, ouvir, rir, compartilhar, ver além do que o outro nos mostra, suspirar, admirar, olhar nos olhos mesmo à distancia, sentir a troca intensa de uma energia vindo de lugares que mal imaginamos, mas que nos envolve e nos leva a  entrega.
Racionalizar tudo isso é permitir que o " por que?", "como?" , " não entendo!" e outras dúvidas tomem posse do mais lindo e esperado momento, o do possível encontro daquele(a) que irá nos fazer sorrir.
Entregar-se às dúvidas é fugir da entrega, é usar um cálculo frio e minimalista para encontrar algo tão superior e sublime que não pode e nem deve ser calculado.
De quais amores vc mais se recorda??
Daqueles frios e pálidos, estupidamente corretos ou daqueles fulminantes, inesperados, envolventes e que fugiram a todas as regras e normas impostas pela sua necessidade calculada?
Eu me lembro daqueles que me fizeram suspirar nas altas horas da madrugada, que me fizeram sair do meu espaço-tempo e seguir por dimensões desconhecidas mas intensamente desejadas. Sempre vou me lembar da emoção de ouvir a voz pela primeira vez, do riso franco qdo disse que " que voz liindaaa", da emoção franca e sincera de olhar sua imagem mesmo que  longe e pixelizada. " Não tinha a intenção de me apaixonar..mera distração e já era momento de se entregar!"
Buscar o amor é entregar-se sem normas, regras e conveniências !
É permitir-se, abrir-se livre de questionamentos!
Não troco esses momentos por "amor" calculado, não troco essa emoção pelas certezas "incertas" do calculo matemático: distancia X atributos físicos, pois isso pouco importa quando lembramos da verdadeira concepção da palavra: sentimento. Se for verdadeiro nada mais importará senão estar ao lado da pessoa amada.
Muda-se de cidade, estado ou país, aceita-se condições complicadas de vida pois a intenção de quem ama é só uma: amar e ser feliz e como fazer isso sozinho e longe  daquele(a) que faz seu coração vibrar e sua alma sorrir?
Claro, resta sim a racionalidade de recusar o brinde do destino e continuar com a lista de atributos nas mãos, mas sempre a memória voltará para aquele amor (emoção) vividos de forma rebelde e contrariando todos itens de busca. A memória e o coração são sábios, eles é que guiam nossas recordações.
O neurologista que trata a Doença de Alzheimer da minha mãe ressaltou muito bem isso...o que permanece, fixa, cria raízes em nossa mente são os momentos intensos de nossas vidas. Por isso esses pacientes sempre retornam à sua infância, retornam para os momentos mais felizes de suas vidas, para o amor da adolescência e não vivido, para um amor vivido mas perdido.
Quero para mim lembranças fortes de emoções completas e vividas e não uma lista com qualidades e defeitos que o meu amor não deve ter.
Quero emoções e lembranças vivas e intensas afinal nunca gostei de matemática mesmo!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

VERDADE


A pessoa verdadeiramente sincera diz o que sente e pensa olhando nos olhos do outro, sem medos, sem prepotência e sem arrogância de já ter se feito entendido com meias e difusas palavras.A verdade quando é proferida com caridade e amor, olhando no fundo dos olhos de quem a ouve, por pior que seja, fortalece a admiração pelo caráter e pela alma de quem a falou. 

Nisso reside a base de qquer relacionamento seja ele familiar, de amizade ou entre casais. 
A verdade e a sinceridade limpa, transparente e cristalina e (bem) dita com carinho não machucam, ensinam, orientam, mas a indiferença  autosuficiente de que a culpa é sempre do outro que não prestou atenção aos "seus" ilusórios sinais desaponta e destroem a admiração e os laços afetivos. 

Construir seus vínculos na base da verdade amigável muitas vezes não é fácil, é mais simples dar as costas e deixar que o outro fique com as interrogações mas é sempre melhor poder, mesmo após a mais dura das revelações, sentir que a sua consciência está tranquila e que naquela pessoa ainda restam o carinho, a atenção e o respeito à vc.

Ao fugir dessas verdades benditas deixamos para trás um rastro de desapontamentos, mágoas e desilusões que de uma forma inevitável voltarão para nós, é a lei no universo, ação-reação.

Então se vc se sente oprimido, se a confusão se mantem na sua vida, olhe para os rastros que vc tem deixado e reflita se na  realidade não são simples respostas às suas fugas.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Limites e eternidade

Dizer que a vida é justa é no mínimo simplista demais, os momentos contém detalhes que muitas vezes nos passam desapercebidos e nos iludem de forma a induzir a uma visão paradisíaca do que queremos para nós. 
Quando pensamos em vida a dois, nos esquecemos muitas vezes de levar em conta o olhar do outro, o outro lado da gangorra ou da balança como queiram.
Muitas vezes, nossas demonstrações de carinhos mais puras e singelas são vistas pelos outros olhos como agressões ou invasões. Nem nos atemos a isso, pois tomados pela impetuosidade, pela ansiedade de colocar para fora o amor que nos sufoca, por vezes, invadimos o espaço sagrado, individual e impenetrável daquele a quem amamos.
Não se faz isso intencionalmente, não se faz para agredir, mesmo porque o que menos queremos é fazer sofrer um coração que nos é caro, mas ao sentir que ultrapassamos o limite e o nosso amor se sentiu "agredido" pelas nossas demonstrações de carinho devemos recuar. 
Sim, recuar, tomar folego, refletir sobre o que estamos fazendo, sobre o que queremos e se nossa individualidade também foi/é invadida.
Pois, tenha certeza, sempre seremos invadidos no nosso espaço, talvez o que pode acontecer é não falarmos, deixarmos para lá o que também não sei se é o certo, mas o relacionamento a dois envolve uma linha tênue de limites a serem respeitados.
Quem é você meu amor? Como foi que eu o conheci? O que me cativou em você? Seu modo de ser ou sua forma física? 
Os relacionamentos mais duradouros são aqueles onde há o respeito quanto às características de cada um, afinal o que o atrai para alguém são pequeninos e sutis sinais e se você se prende demais aos detalhes escancarados e à vista deixará de reconhecer o verdadeiro tesouro que tem às mãos, deixará de experimentar o que é o verdadeiro amor, aquele isento de preconceitos, isento de egoísmos e críticas. 
Fique atento, preste atenção à sutileza do toque, à delicadeza dos gestos, da cumplicidade presente, do ato sem cobrança.
Fique atento. Belezas existem várias, mas só a beleza interna é permanente!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Amor João e Maria

Li uma postagem no Facebook sobre o Amor Passarinho e achei interessante.
O texto comentava sobre as pessoas que se contentavam com o amor em migalhas e 
como essas pessoas ficavam felizes só com um olhar e, depois de muito tempo e às vezes depois de muito implorar, recebem um novo e pequeno afeto. Isso existe e acho que todos nós passamos por esse "estado" de  ficarmos como se fossemos filhotes de pássaros no ninho. No nosso caso ficamos com o coração aberto, esperando o momento em que irão depositar um pouquinho de atenção e carinho dentro dele. 
Quando lembramos da cena do passarinho no ninho, aguardando o momento de receber alimento, podemos perceber também o quanto ele anseia por isso, o quanto se desespera e aflito abre o bico a espera de uma simples migalha. 
É, infelizmente, todos nos passamos por essa fase em algum momento das nossas vidas!
Mas fiquei pensando sobre isso e percebi que existe um outro "estado" do amor, é aquele onde algumas pessoas espalham migalhas para todos os lados, tal qual na estória de João e Maria que espalham migalhas para saberem o caminho de volta para casa. 
Iguais aos irmãos da estória, essas pessoas espalham suas migalhas de "amor" e de "afeto" por todos os cantos e se lá na frente não conseguirem o que almejam, voltam procurando os corações anteriormente tratados com suas fantasiosas e falsas migalhas.
Distribuem migalhas de amor para várias pessoas sempre pensando que "não é bem aquilo" o que querem no momento, mas é bom "manterem o vínculo".
Sim, são pessoas indecisas e que não sabem que a falsidade de suas migalhas afetam o outro de forma profunda. 
São indivíduos que apostam no todo, para que possam resgatar um único amor durante a vida  mesmo que isso custe vários corações sedentos por seu carinho. 
Isso se conseguirem, pois ao distribuírem migalhas a todas(os) estão obviamente perdendo o crédito,  infelizmente para ele(a), sempre aparecerá alguém que cumprirá a função de "alimentar" adequadamente a esses corações e assim, pouco a pouco, os "pássaros" deixam de procurar suas migalhas.
O coração pode se contentar com migalhas durante um certo tempo, mas aos poucos perceberá que existem pessoas que oferecem água limpa e alimento fresco sem a necessidade de que se implore por isso. 
Aqueles que espalham migalhas pensando que se não conseguirem podem voltar porque deixaram várias pessoas dependentes do seu "alimento" poderão se deparar com um caminho de volta solitário e perceberem muito tarde que mais vale alimentar, cuidar e tratar bem de um só coração do que jogar "migalhas" falsas de afeto ao vento.
Na volta pelo caminho, após uma busca fracassada, podem se encontrar com alguém sedento por suas migalhas, mas que não é aquela pessoa que despertou no seu coração a emoção verdadeira se tivesse se dedicado com afinco, mas que por insatisfação, necessidade de busca e conquista deixou para trás.
Podem fatal e simplesmente, semelhante a João e Maria, se perderem sós no caminho.